Uma história de sobrevivência contada em harmonia com as leis da Poesia e da Ciência Natural.
Uma Raposeta sai contrafeita do conforto da toca de seus pais e faz-se à vida, que remédio!!! Pelo caminho encontra texugos, ursos, lobos, mais raposas, e o temível bicho homem. Pilha galinhas, aldraba tudo e todos, papa lebres e lagartixas, amanha-se como pode… apaixona-se, caça, diverte-se, tem filhotes, enviúva. Sozinha cria os filhos, enfrenta perigosas armadilhas, cresce, cresce mais… senhora da sabedoria dos saltimbancos, já velhota é curandeira… livra a floresta da praga das pulgas, já não caça senão grilos, alimenta-se do pagamento dos seus trabalhos, a floresta precisa dela. À sua maneira é mestre-escola, ensina os pequenos raposinhos, como pode, a não caírem nas mãos do pior inimigo, o Homem. Vive ainda muitos anos, a Salta Pocinhas, muito querida dos raposinhos a quem conta lindas histórias que começam assim: Uma vez tínhamos ido assaltar o poleiro do Juiz de paz…