Fotografia

Ficha Artística e Técnica

Texto

Gil Vicente

Encenação

Maria do Céu Guerra

Música e Direcção Musical

João Pedro Louro

Espaço Cénico e Figurinos

Maria do Céu Guerra

Desenho de Luz

Francisco Grave

Operação de luzes

José Carlos Pontes

Sonoplastia e operação de som

Fernando Pires

Secretariado

Maria Navarro

Produção e Relações Públicas

Elsa Lourenço

Elenco

Catarina Santana

Daniela Feio

Fernando Pires Júnior

Luis Thomar

Mariana Abrunheiro

Sérgio Moras

Susana Cacela

Vitor d' Andrade

 


Estreia no TeatroCinearte,
30 de Outubro

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PARA ESCOLAS!

 

Ciclo P'la Mão de Gil Vicente

no âmbito dos 500 anos sobre a primeira representação de Gil Vicente

 

A corte teve ocasião de se divertir em Tomar, a espreitar para dentro de casa de uma família do povo que enganando, se vai enganando.
Depois de tanto abordar esta obra não sei se lhe trouxe alguma coisa de novo. Mas diverti-me com a misoginia do autor, de facto foram precisos bastantes séculos e bastantes rupturas para que a mulher pudesse sair da capoeira em que a meteram.
Diverti-me dando mais recorte judaizante aos judeus casamenteiros. Diverti-me com o sarau
impossível com que as mulheres vibram ao ritmo sefardita e adormecem indiferentes perante
o “sublime” da balada ibérica. Diverti-me também com o sonho de cavalaria de Brás da Mata
e sua mulher Inês. Só tenho a esperança que o público se divirta também e que os jovens que pela primeira vez virem a farsa de Inês Pereira colham dela a imagem de um trabalho rigoroso e divertido que tenta contar-lhes uma história de que não quisemos abusar com extrapolações incompreensíveis e absurdas. E que voltem ao teatro porque este espectáculo os divertiu.

Maria do Céu Guerra

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