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a partir do romance de
José Saramago
Dramaturgia e Encenação
Hélder Mateus da Costa
Direccão de Arte
Maria do Céu Guerra
Com
Adérito Lopes - Ricardo Reis
Rita Soares - Marcenda
João Maria Pinto - Dr. Sampaio / Espanhol Franquista / Ceguinho viola
Ruben Garcia - Fernando Pessoa /Carregador da mala
Samuel Moura - Salvador
Sérgio Moras - Vitor/ Recrutador/ Saramago
Sónia Barradas - Lídia
Iluminação e Vídeo
Paulo Vargues
Sonoplastia
Ricardo Santos
Apoio à Montagem
Fernando Belo
Design Gráfico e Fotografia de Cartaz
Arnaldo Costeira
Relações Públicas e Produção
Inês Costa, Paula Coelho
Fotografia
Luis Rocha - MEF
Spot Divulgação
João Goes
Estreia no TeatroCinearte, 6 de Julho 2016
José Saramago, Prémio Nobel da Literatura
O Encontro inquieto do defunto Fernando Pessoa com o único heterónimo que lhe sobreviveu, em que crescem na Europa todos os fascismos. Um jogo assombroso entre o real e o fantástico.
Espectáculo de Hélder Mateus da Costa, a partir do romance de José Saramago.
Os protagonistas são Ricardo Reis o heterónimo clássico de Pessoa, Lídia a criada de hotel, Marcenda a ingénua romântica e Fernando Pessoa.
Pessoa - surge como um defunto livre, com humor surpreendente, ingénuo, infantil. Brincalhão, imita fantasmas, pássaros agressivos, perturba o sono de Ricardo, comemora com ele a célebre foto “Em flagrante delitro”.
E tem dúvidas sobre o seu velho sonho… Conseguirei ser um Camões da modernidade, nos novos tempos? E toda a sua obra, para quê? Fernando e Ricardo discorrem sobre Portugal e decidem sair dali… sentam-se numa mala de viagem, batel num mar encapelado, evocando a sina do português errante na sua mala de cartão, partilhando uma sugestão da Jangada de Pedra.
No final o espetáculo homenageia José Saramago com os actores do grupo em respeitosa fila pedindo-lhe autógrafos para O Ano da Morte de Ricardo Reis, e fazendo uma citação do Memorial do Convento, através da projeção da Passarola de Bartolomeu de Gusmão que cita a grande obra Memorial de Convento.
Hélder Mateus da Costa
José Saramago the Portuguese Nobel Literature Prize
The disquieting Encounter of the deceased Fernando Pessoa with the only Heteronym to have survived him, in a year during which all fascist regimes grew. An astounding game pitting the real and the imaginary.
A play by Hélder Mateus da Costa, based on the extraordinary novel by José Saramago.
The characters are Ricardo Reis, Lídia, Marcenda and Fernando Pessoa.
Ricardo Reis The cultivator of the moment, of the day-by-day carpe diem -, an available seducer and lover of the classics who rejects sudden social upheavals “With the Republic the Monarchy continues, but without a king a splendid contradiction, as Pessoa says to him”.
Lídia classic symbol - a simple, direct, amoral figure that Saramago uses to define the masses: "the people are what I am, a maidservant with a revolutionary brother and who sleeps with a doctor that is against revolutions."
Marcenda an ill and unjustly disabled figure, recalling romantic damsels, perhaps from the 1800s
Pessoa - Emerges as an unfettered defunct, with a surprising, naive, childlike humour. Playful, he imitates ghosts and aggressive birds, disturbs Ricardo's sleep, celebrates with him the famous photo "In flagrante delitro".
And he has doubts about his old dream ... can he become a Camoens of modernity, of these times? And all his work, for what? So says a love poem that embraces hundreds of pages he filled.
Fernando and Ricardo talk about Portugal and decide to leave... they sit in a suitcase in the middle of an overcast sea, evoking the image of the errant Portuguese with a cardboard suitcase, in a nod to The Stone Raft.
The show ends with an homage to José Saramago with the actors respectfully queueing for autographs for The Year of the Death of Ricardo Reis, with a citation from the novel Memorial of the Convent and with a screening of Passarola by Bartolomeu de Gusmão.
Hélder Mateus da Costa