últimos espectáculos no TeatroCinearte a 8 e 9 de Outubro
antes de entrar em digressão pelo país

Em 2009 celebram-se os 200 anos do nascimento de DARWIN e 150 anos da publicação da sua Teoria da Evolução da Espécies. Associando-se às homenagens mundiais a Fundação Gulbenkian realizou a exposição “A Evolução de Darwin”.
Inserida na exposição estreamos na Gulbenkian “O Professor de Darwin”, um grande êxito sempre com lotações esgotadas.

“O Professor de Darwin” de Helder Costa apresenta ao público o professor John Henslow de importantíssima influência na formação do jovem Charles Darwin e a tertúlia que ele organizou na Universidade de Cambridge, berço de brilhantes cientistas e filósofos Ingleses e Irlandeses do século XIX.
Ao lado deste foco sobre a importância do trabalho pedagógico na formação dos alunos, a peça debruça-se sobre temas Universais como esclavagismo,  racismo e nazismo, e também aborda o debate actual entre Ciência e Criacionismo.
É um espectáculo que utiliza a poesia, a música e o humor para uma comunicação mais directa e lúdica com o público.

Ficha Artística e Técnica
Texto, encenação, espaço cénico  Helder Costa
Elenco Adérito Lopes, Catarina Gonçalves (em susbtituição de Carla Alves), Sérgio Moras
1º elenco: Sérgio Moras, Sérgio Moura Afonso, Susana Costa
Luz e Som José Carlos Pontes
Guarda - Roupa  Inna Siryk
Relações Públicas e Produção Elsa Lourenço e Inês Aboim
Secretariado Maria Navarro
Fotografias Luís Rocha e Tânia Araújo- MEF

Patrocínio FUNDAÇÃO CALOUSTE GULBENKIAN


EM DIGRESSÃO

16 de Outubro, às 21h00 no Cine Granadeiro em Grândola

23 de Outubro, às 21h30 no Teatro da Cerca de São Bernardo em Coimbra, no âmbito do Programa Território Artes

28 de Outubro, às 15h30 no Auditório Paços da Cultura de São João da Madeira, no âmbito do Programa Território Artes

7 Novembro, às 21h30, no Cine Teatro de Sobral de Monte Agraço, no âmbito do Programa Território Artes

14 Novembro, às 21h30, no Centro Cultural de Ílhavo, no âmbito do Programa Território Artes

24 de Novembro, às 14h00, no Teatro Sá da Bandeira de Santarém, no âmbito do Programa Território Artes

28 de Novembro, às 21h30, no Cine Globo de Ouro de Arouca, no âmbito do Programa Território Artes

3 Dezembro, às 14h00, no Auditório Mirita Casimiro de Viseu, no âmbito do Programa Território Artes

16 Dezembro, às 21h30, no Cine Teatro Municipal de Castro Verde, no âmbito do Programa Território Artes


Horário
Em cena nos dias 8 e 9 de Outubro no TeatroCinearte
21h00
na sala 2 do TeatroCinearte
M/12 anos

Bilhetes:
12,5€
10€ - Menores 25, Maiores 65, Profissionais Espectáculo, Estudantes, Reformados e
Grupos (+ 15 pessoas)
Preço Especial à Quinta Feira: 5€

Informações e reservas: 213965360, 213965275, bilheteira@abarraca.com


Digressões Anteriores:

4 de Setembro pelas 21h00 no Avanteatro, na Festa do Avante, Seixal

3 de Maio 2009
pelas 16h30 no Centro Cultural de Joane, no âmbito do 25 º Festival Internacional de Teatro Construção

4 de Março 2009, pelas 18h30 na Biblioteca da Faculdade de Ciências e Tecnologia da UNL


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AS IDEIAS E AS ARMAS

Darwin, o genial cientista a quem Marx dedicou o 1º volume de “O Capital”, tinha razão quando receava o impacto da sua teoria sobre a origem das espécies.
Não teve a morte de Giordano Bruno nem sofreu as perseguições e humilhações de Galileu, Newton, Lamarck e tantos outros, mas foi achincalhado, desprezado, e ainda hoje há quem o considere um sinistro “anti - Cristo”.
No fim do século XIX Engels escreveu um pequeno texto fascinante – “O papel do trabalho na transformação do macaco em homem” - , onde provava que o esforço de procurar alimentação ou a necessidade de defesa iam criando adaptações à mão, o que demonstrava que o trabalho era o verdadeiro motor do desenvolvimento. E foi com trabalho, com a observação, o empirismo, que os nossos antepassados primitivos descobriram a arte de semear e cultivar, o movimento das marés, da lua, inventaram o calendário, o dia , o mês, o ano, e mais investigação e mais  estudo desenvolveram a Ciência, e assim reinventaram a vida.
Neste novo milénio, algo de surpreendente está a acontecer: o reaparecimento do Criacionismo!
Os milhares de estudos que acabaram por provar que os seres vivos existiam devido a mudanças, transmutações, evoluções, e tudo tinha sido criado por fenómenos físicos, materiais, foram miraculosamente enterrados na poeira do tempo e substituídos  por um acto misterioso, inacessível, não comprovável, de um Deus desconhecido.
Essa “teoria” tomou novo folgo pela mão da Administração Americana do Bush ( que os cartoonistas desenham com fácies e trejeitos simiescos, o que é evidentemente um insulto para os macacos).
De repente, naquele país que simbolizou - até certo ponto - os sonhos da democracia moderna, desabou uma hecatombe do reaccionarismo mais retrógrado: em alguns Estados o criacionismo é estudado  nas Universidades e Darwin ou é proibido ou é posto a par dessa dita “teoria cientifica” que defende que a criação do mundo é ipsis verbis a descrição do “ Génesis”!
Este é um dos sinais mais importantes da estratégia de dominação mundial do imperialismo Americano: as armas, os satélites espiões, o napalm, a corrupção de Estados lacaios,  a tortura, a droga, o gaz mortífero, tudo isso se revela insuficiente como provam as derrotas do Exército USA um pouco por toda a parte.
Então, o que é necessário? Atacar as ideias, destruir os avanços da civilização, restaurar  a boçalidade e o primitivismo, apostar na ignorância, no  misticismo, no esoterismo. Para, mais facilmente, se manipular o povo-marionette.
Felizmente essa ofensiva contra a inteligência não está a fazer o seu caminho. Pelo contrário, despertou as consciências de cientistas, artistas e profissionais de todos os sectores para uma verdade indiscutível: a História não segue um caminho linear, e é frequente o reaparecer da barbárie e da amoralidade.
Já Darwin, citando Heraclito,  escrevia “no mundo tudo se transforma “.
E é essa a  lição para hoje e para o futuro: na esteira de Darwin e milhares de outros, o nosso TRABALHO é esclarecer, discutir, polemizar, impedir o renascimento do obscurantismo.
Para prevenir a Paz, ao contrário de prevenir a Guerra, basta saber que a IDEIA é mais importante do que qualquer ARMA.

 

Estrutura financiada por:
Ministério da Cultura, Instituto das Artes